
Durante o velório da criança, nesta quinta-feira (7), no Cemitério Municipal da Areia Branca, familiares e até o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo discutiram com agentes que estavam no local.
Segundo relatos das pessoas que acompanharam o sepultamento, policiais tentaram impedir o cortejo feito do Morro São Bento até o cemitério logo no começo da manhã. Depois, os agentes ficaram com viaturas na entrada do local do velório.
Em imagens publicadas nas redes sociais, é possível ver o ouvidor Claudio Aparecido da Silva e um grupo de pessoas discutindo com uma equipe da PM. Nas imagens, ele questiona os agentes sobre a presença da PM no cortejo e no cemitério e chama a ação de “desrespeito ao ato fúnebre”.
Após o ocorrido, em conversa com a imprensa, o ouvidor criticou a postura da PM. “É um absurdo o que estão fazendo. Aqui no estado de São Paulo virou política governamental colocar polícia em velório de gente que morre pela mão da polícia, intimidar as pessoas. É vergonhoso, é o cúmulo do desrespeito aos direitos fundamentais das pessoas. Ninguém tem mais direito de velar e se despedir de seus entes queridos?”
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que analisará as denúncias citadas. “As ações de patrulhamento preventivo e ostensivo na região foram intensificadas desde a última terça-feira (5), com unidades do policiamento de área e de outros batalhões”.
Ação terminou com dois mortos
Segundo a Polícia Militar, três motos da Rocam patrulhavam a região do Morro São Bento na noite de terça-feira (5) quando perceberam uma movimentação estranha de dois homens que estavam em um automóvel. Ainda conforme a corporação, os suspeitos se uniram a um grupo de outros oito homens e começaram a atirar contra os policiais, que entraram em confronto com o grupo.
Uma viatura de reforço da PM chegou ao local e o confronto continuou. “Foram, ao menos, uma centena de disparos” disse o Coronel Émerson Massera, porta-voz da PM.
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